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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Granada A3B2(SiO4)3







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Proveniente do latim granatus (grão) nomeia em geral um grupo de minerais cristalinos constituídos por dodecaedros e trapezoedros. São nesosilicatos de formulação geral A3B2(SiO4)3. As granadas variam de acordo com a diversidade de elementos químicos presentes na sua estrutura. Os principais são: cálcio, magnésio, alumínio, ferro2+, ferro3+, cromo, manganês e titânio. As granadas não apresentam clivagens, mas mostram partição dodecaédricas. A fratura e concoidal e desigual; algumas variedades são muito resistentes e podem ter aplicações abrasivas. Sua dureza se encontra entre 6, 5-7,5 e seu peso específico (densidade) está entre 3,1 e 4,3. O brilho varia entre o vítreo e o resinoso, podendo ainda ser transparentes ou opacas conforme presença ou ausência de inclusões. São comuns nas cores vermelho, amarelo, marrom, preto, verde e incolor.
O grupo da granada é subdividido por sua variabilidade química:
Os membros do grupo da granada subdividem-se através da sua variabilidade química.






Piropo ou Rubi do Cairo Mg3Al2(SiO4)3





Deriva do grego pyropos que significa flamejante. É uma granada
de cor vermelho-sangue devido ao seu conteúdo de ferro e cromo. O magnésio pode ser substituído em parte por cálcio e/ou ferro ferroso (Fe2+).
O piropo raramente possui inclusões, mas, quando presentes, estas se encontram em forma de cristais arredondados ou apresentam contorno irregular. Como todas as granadas, o piropo não possui clivagem e a fratura é de subconcóide a irregular.
Tal pedra pode ser encontrada em rocha vulcânica e depósitos aluviais e pode, juntamente com outros minerais, indicar a presença de rochas portadoras de diamantes. As jazidas podem ser localizadas no Arizona, África do Sul, Argentina, Austrália, Brasil, Myammar, Escócia, Suíça e Tanzânia.
Os exemplares transparentes são empregados como gemas e joalhe
rias. Uma importante variedade do piropo é a rodolite, do grego rosa – é originária do condado de Macon, na Carolina do Norte e se caracteriza pela cor violeta-vermelha e por constituir uma solução sólida de 2:1 entre piropo e almandina.


Os piropos suíços e sul-africanos são pedras de vermelho mais claro do que as
pedras da Boémia, onde se utiliza o piropo na joalheria há mais de quinhentos anos.
Grossularite ou grossulária Ca3Al2(SiO4)3


É uma granada de cálcio-alumínio com fórmula Ca3Al2(SiO4)3, embora o cálcio pos
sa, em parte, ser substituído pelo ferro ferroso (Fe2+) e o alumínio por ferro férrico (Fe3+). As cores mais comuns deste mineral são:

verde, 

marrom-canela,
vermelho 

e amarelo. 

A grossularite é um mineral típico de metamorfismo de contacto de calcários, onde se encontra associada a vesuvianite, diapsódio, wollastonite e wernerite. Grossularite é um termo derivado da botânica.
Almandite, almandina ou carbúnculo Fe3Al2(SiO4)3


É uma granada de ferro-alumínio com a fórmula Fe3Al2(SiO4)3. As variedades transparentes podem ter bastante valor enquanto pedras preciosas. A Almandite é um mineral comum em rochas metamórficas como micaxisto, onde ocorre associado a estaurolite, distena, andalusite, entre outros.
Espessartite Mn3Al2(SiO4)3



É uma granada de manganês e alumínio de fórmula Mn3Al2(SiO4)3. Seu nome deriva da cidade de Spassart na Baviera. Esta variedade pode apresentar cores variadas, de acordo com o tipo e quantidade de impurezas. As mais famosas são as espessartites laranja de Madagascar e os exemplares violeta-vermelho que ocorrem em riólitos do Colorado e Maine.
Uvarovite Ca3Cr2(SiO4)3


É uma granada de cálcio e cromo de fórmula Ca3Cr2(SiO4)3. É a varie dade mais rara dentro do grupo da granada, surgindo em pequenos cristai
s de cor verde associados a cromita e serpentina.
Sua cor se deve a presença de cromo. Os cristais são muito frágeis, com fratura de subconcóide a irregular.
A uvarovite ocorre em rochas de serpentina. Os melhor
es cristais são encontrados nos Urais, na Rússia, em torno de cavidades ou fissuras na rocha. Outras fontes são a Finlândia, Turquia e Itália.
Andradite Ca3Fe2(SiO4)3
É uma granada de cálcio e ferro fórmula Ca3Fe2(SiO4)3,, embora sejam comuns substituições catiônicas importantes. As cores dependem destas variações e podes ser: vermelho, amarelo, marrom, verde ou preto. As subariedades reconhecidas são:
Topaziolite (amarelo ou verde), 


demantóide (verde)

e melantinite (preto).
 

A andradite pode ser encontrada em rochas ígneas de profundidade, como os sienitos, e em rochas metamórficas como os
xistos e calcários.
Granadas Sintéticas

São duas as granadas sintéticas: a granada de gadolínio e gálio (Gd3Ga2(GaO4)3) sintetizado para uso na indústria de informática e granada de ítrio e alumínio (Y3Al2(AlO4)3), gema sintética que, quando contém neodímio é útil na focagem de lasers.
Referências
Fonte do texto original:
Wikipédia A enciclopédia livre
http://pt.wikipedia.org/wiki/Almandina

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Espinélio



Espinela (MgAl2O4)

As espinelas ou espinélios, constituem um grupo de minerais que cristalizam no sistema cúbico, com hábito octaédrico. A sua fórmula geral é (X)(Y)2O4, onde X representa catiões que ocupam posições tetraédricas e Y catiões que ocupam posições octaédricas. Catiões divalentes, trivalentes e tetravalentes podem ocupar as posições X e Y, incluindo magnésio, zinco, ferro, manganés, alumínio, crómio, titânio e silício. Os aniões de oxigénio formam uma estrutura cúbica.


* Bracelete em espinélio laranja
e Vermelho


Alguns minerais do grupo das espinelas
  • Espinela – MgAl2O4, que dá o nome ao grupo
  • Gahnite - ZnAl2O4
  • Franklinite - (Fe,Mn,Zn)(Fe,Mn)2O4
  • Cromite- (Fe·Mg)Cr2O4
  • Magnetite - Fe3O4
  • Hercinite - FeAl2O4
  • Ulvospinela - TiFe2O4
  • Jacobsite - MnFe2O4
  • Trevorite - NiFe2O4
  • Ringwoodite - SiMg2O4, um polimorfo de olivina abundante no manto entre 520 e 660 km de profundidade e um mineral raro em meteoritos

Ocorrência e distribuição

A espinela verdadeira é desde há muito conhecida em aluviões do Sri Lanka e em calcários de Mianmar e Tailândia. É ainda explorada no Tadjiquistão e Tanzânia.

As espinelas geralmente ocorrem como cristais isómetricos, octaédricos, geralmente maclados. Apresentam clivagem octaédrica imperfeita e fractura concoidal. A sua dureza na escala de Mohs é 8, o seu peso específico situa-se entre 3.5 e 4.1 e são transparentes a opacas com brilho vítreo a baço. Podem ser incolores, mas geralmente ocorrem em tons variados de vermelho,

azul,
verde,
amarelo,



castanho ou negro.


Existe também uma espinela branca, hoje em dia desaparecida, que foi encontrada durante algum tempo no Sri Lanka.


As espinelas vermelhas e transparentes são chamadas de espinelas-rubis ou rubis-balas e eram muitas vezes confundidas com verdadeiros rubis na antiguidade. A palavra balas deriva de Balascia, o nome antigo de Badakhshan, uma região na Ásia central situada no vale superior do rio Kokcha, um dos principais afluentes do rio Oxus.


A espinela amarela é chamada rubicela


e a espinela de manganês de cor violeta almandina.




A espinela pode ser encontrada em rochas metamórficas e também como mineral primário em rochas básicas, pois em magmas deste tipo a ausência de alcalis não permite a formação de feldspatos, e qualquer óxido de alumínio presente formará coríndon ou combinar-se-á com magnésia para formar espinela. É por este motivo que muitas vezes o rubi e as espinelas são encontrados juntos.




História da espinela como gema

Muitos rubis, famosos por se acharem incrustados em coroas da realeza são, na verdade, espinelas. A mais famosa é a 'Black Prince's Ruby', uma espinela de 170 quilates, de um vermelho magnífico, que adorna a coroa imperial do estado entre as jóias da coroa britânica. Henrique V chegou a usá-lo no seu capacete de batalha.




O rubi de Timur, uma gema vermelha de 352 quilates, actualmente propriedade da Rainha Elizabeth II, tem a marca de alguns imperadores que o possuíram antes, conferindo-lhe inegável prestígio.



Em Mianmar, onde são encontradas algumas das cores mais deslumbrantes de espinelas, esta gema foi classificada como uma espécie distinta do rubi em 1857. Noutros países a confusão com o rubi manteve-se por centenas de anos.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Espinela

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